Logo no início, quando comecei a criar (há 30 anos atrás) eu via o american staff como um cão relativamente perigoso em potencial pois naquela época tanto o american pitbull como o Staffordshire estavam no mesmo barco, ou seja, eram pitbulls. E os pitbulls tinham a fama de serem bélicos, selecionados com a finalidade de participarem de rinhas. Na verdade isso foi verdade durante anos porque o homem os selecionava para essa tarefa sórdida. No início do século passado quando só existia o american pitbull terrier o fato de que em 1936 o American Staffordshire Terrier passou a ser o novo nome para um pitbull mais evoluido (dentro dos padróes do AKC) não o fez deixar de ser um pitbull ainda. Havia muita semelhança fenotípica entre eles, ao ponto de nos USA muitos cães terem duplo registro (American Pitbull Terrier pela UKC e American Staffordshire Terrier pelo AKC).
Mas o tempo foi mostrando o quanto o Amstaff como comumente o chamamos seria um excelente cão para conviver em harmonia com cães e gatos. O segredo seria a socialização desde cedo. Quando comecei lembro de uma foto em que apareciam uns 6 americans meus todos juntos e felizes. Mas foram criados nessa saudável convivência.
Com o passar dos anos foram surgindo relatos de pessoas enviando fotos de seus americans entre outros cães, crianças e amigos. E a idéia de um cão perigoso foi logo se dissipando.
Mas é importante que mantenhamos no plantel genéticas confiáveis. Que esses padreadores e matrizes equilibradas geradoras de filhotes com esse temperamento sejam mantidas e que demos ênfase a essa virtude.
Nelson Filippini Almeida
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